segunda-feira, 4 de abril de 2011

Raul Seixas


Cantor e compositor brasileiro
28-6-1945, Salvador (BA)
21-8-1989, São Paulo (SP)
Do Klick Educação

Raul Seixas foi o nome mais importante do rock brasileiro e forte influência para os roqueiros que surgiram depois dele. Natural de Salvador, passou a adolescência ouvindo muito rock'n'roll, particularmente Elvis Presley, Little Richard, Jerry Lee Lewis e Chuck Berry, e blues dos negros do sul dos Estados Unidos, sem deixar de lado o baião de Luís Gonzaga e repentistas nordestinos.
Embalado por esse caldeirão rítmico e seduzido pelos ideais alternativos da geração do pós-guerra e pelo misticismo, deu asas a sua anárquica guitarra e tornou-se o ídolo de diversas gerações, que incluem desde jovens rebeldes da classe média e do subúrbio das grandes cidades, até empregadas domésticas, caminhoneiros, empresários.
Alguns de seus maiores sucessos são Metamorfose Ambulante, Trem das Sete, Como Vovô Já Dizia, Rock das Aranhas. Quando jovem, começou, como ele mesmo disse, "a usar cabelo de James Dean, blusão de couro e beber cuba-libre, o que espantava meus pais burgueses de classe média".
Trocou sua lambreta por dois velhos violões e um contrabaixo e formou seu primeiro grupo de rock, o Relâmpago do Rock, em 1962. O grupo passou a se chamar The Panthers, Raulzito e os Panteras e, por fim, Raulzito e seus Panteras. Tocou em vários clubes de Salvador e em programas de rádio. Em 1967, a convite de Jerry Adriani, o grupo partiu para o Rio de Janeiro.

Depois do lançamento fracassado de um LP homônimo, se dissolveu. De volta a Salvador, em 1970, Raul foi convidado a trabalhar como produtor de discos da CBS. Participou em 1972 do VII Festival Internacional da Canção (FIC), da Rede Globo, com a música Let me Sing, Let me Sing, cantada por ele mesmo, e Eu Sou Eu, Nicuri é o Diabo, por Lena Rios.

Depois de ter sido expulso da gravadora por ter participado do festival, lançou seu primeiro disco-solo, Krig-há bandolo! (1973). Foi perseguido e preso pelo Departamento de Ordem Política e Social (DOPS). Exilou-se nos Estados Unidos. Retornou ao Brasil devido ao sucesso do LP Gita (1974), que vendeu mais de 600 mil cópias. Com Há Dez Mil Anos Atrás (1976), alcançou enorme sucesso.

Fonte: http://educacao.uol.com.br

Roberto Carlos


Por: www.sonzeira.com.br


Capixaba de Cachoeiro do Itapemirim, Roberto Carlos Braga nasceu no dia 19 de abril de 1941.

Roberto é o artista latino-americano que teve mais discos vendidos e o cantor brasileiro que mais vendeu discos no mundo. Em 50 anos de carreira, completados em 2009, vendeu cerca de cem milhões de álbuns.

Seu sucesso teve início nos anos 60, quando celebrava o rock ‘n roll com artistas como Erasmo Carlos, Wanderléa, entre outros. Junto com os dois cantores já citados, Roberto pode ser considerado um dos pais da Jovem Guarda. Nessa época ele emplacou músicas como Splish Splash, Parei na Contramão, É Proibido Fumar e O Calhambeque.

Depois de um desentendimento com seu parceiro de composições, Erasmo Carlos, Roberto seguiu escrevendo sozinho músicas marcantes. A trilha sonora do filme Roberto Carlos Em Ritmo De Aventura trazia canções dele como Por Isso Corro Demais, Como É Grande O Meu Por Você e Quando. O filme além de reatar a amizade com Erasmo, garantiu a Roberto o sucesso também nos telões, com uma das maiores bilheterias da época.

A mudança na carreira do cantor viria com a chegada dos anos 70. Ainda em 1969, seu disco Roberto Carlos que trouxe faixas como As Curvas da Estrada de Santos e As Flores do Jardim de Nossa Casa já mostrava traços mais românticos. Foi nos anos 70 também que Roberto firmaria seus laços fortes com a religião.
O álbum de 1970 trazia a canção Jesus Cristo, um de seus maiores sucessos.

O último filme intitulado Roberto Carlos a 300 por Hora é de 1971, quando ele também lançou um novo disco com músicas marcantes: Detalhes, Todos Estão Surdos e Embaixo dos Caracóis dos Seus Cabelos.

O programa anual de Roberto Carlos na Rede Globo de Televisão teve início em 1974, quando obteve um grande índice de audiência.

A chegada dos anos 80 marcou uma nova fase na carreira internacional de Roberto Carlos. Ele gravou seu primeiro disco cantado todo em inglês. Em 1982, receberia da CBS o prêmio Globo de Cristal, por vender mais de 5 milhões de cópias fora do seu país de origem.

Já em 1988, ganharia o Grammy de Melhor Cantor Latino-Americano e ainda atingiria o topo da parada latina da Billboard.

Nos anos 90, Roberto Carlos continuou como um grande campeão de vendas ao bater os Beatles em vendagens, com mais de 70 milhões de cópias.

Nos anos 2000, Roberto foi mais um artista a participar do estrelado hall da série Acústico da MTV. O disco trouxe a participação de artistas como Samuel Rosa, do conjunto Skank, e o guitarrista Tony Bellotto, dos Titãs.

Em 2004, comemorando os 30 anos de sua série de especiais na Tv Globo, Roberto Carlos teve sua discografia relançada em grandes boxes, divididos por décadas. Um ano depois levaria o Grammy Latino de Melhor Álbum de Música Romântica, com o álbum Pra Sempre Ao Vivo No Pacaembu.

Ele repete a dose em 2006, faturando novo Grammy Latino com o disco Roberto Carlos, de 2005.

Depois disso, Roberto Carlos lançou mais três discos: Duetos, Roberto Carlos En Vivo (disco em espanhol) e Roberto Carlos e Caetano Veloso e a música de Tom Jobim.

Site Oficial

Discografia

1961 – Louco por Você
1963 – Splish Splash
1964 – É Proibido Fumar
1964 – Roberto Carlos Canta A La Juventud
1965 – Roberto Carlos Canta Para A Juventude
1965 – Jovem Guarda
1966 – Roberto Carlos
1967 – Roberto Carlos Em Ritmo de Aventura
1968 – O Inimitável
1969 – Roberto Carlos
1970 – Roberto Carlos
1971 – Roberto Carlos
1972 – Roberto Carlos
1973 – Roberto Carlos
1974 – Roberto Carlos
1975 – Roberto Carlos
1976 – Roberto Carlos
1977 – Roberto Carlos
1978 – Roberto Carlos
1979 – Roberto Carlos
1981 – Roberto Carlos
1982 – Roberto Carlos
1983 – Roberto Carlos
1984 – Roberto Carlos
1985 – Roberto Carlos
1986 – Roberto Carlos
1987 – Roberto Carlos
1988 – Roberto Carlos AO Vivo
1988 – Roberto Carlos
1989 – Roberto Carlos
1990 – Roberto Carlos
1991 – Roberto Carlos
1992 – Roberto Carlos
1992 – Roberto Carlos
1993 – Roberto Carlos
1994 – Roberto Carlos
1995 – Roberto Carlos
1996 – Roberto Carlos
1997 – Roberto Carlos
1998 – Roberto Carlos
1999 – Mensagem
1999 – Grandes Sucessos
2000 – Amor Sem Limite
2001 – Acústico MTV
2002 – Roberto Carlos
2003 - Para Sempre
2004 - Para Sempre Ao Vivo
2005 - Roberto Carlos
2006 - Roberto Carlos: Duetos
2008 - Roberto Carlos En Vivo
2008 - Roberto Carlos e Caetano Veloso e a música de Tom Jobim
2010 – Emoções Sertanejas

Capital Inicial

Por: www.sonzeira.com.br


O Capital Inicial nasceu em 1982, quando os irmãos Fê (bateria) e Flávio Lemos (baixo), que tinham acabado de ver o fim do grupo Aborto Elétrico e estavam sem banda, foi então que os irmãos saem atrás de novos músicos para formar uma banda e após uma rápida procura a banda estava formada. logo nas primeiras apresentações em Brasília, eles foram convidados para tocar no Circo Voador no Rio de Janeiro.

As apresentações em diversos palcos underground do Brasil, todos chamaram a atenção das gravadoras e no final de 1984 a banda assinou contrato com a gravadora CBS (atual Sony), e se mudaram para São Paulo, no inicio de 1985, ano em que o grupo lança o primeiro compacto duplo “Descendo o Rio Nilo/Leve Desespero”.

Em 1986 o grupo lançou o disco, que leva o nome da banda e colocou o nome da banda entre os principais do rock nacional, e assim, foi até quando em 1992, Bozzo Barretti, deixa o grupo, e em 1993, divergências musicais e pessoais levam o vocalista, Dinho Ouro Preto a seguir carreira solo. O rock nacional entra em esquecimento e junto com ele o Capital Inicial também. Durante 5 anos muitos pensavam que o grupo tinha acabado.

Mas em 1998 Dinho retorna a banda e o quarteto sai em excursão pelo Brasil, comemorando os quinze anos da banda e em julho do mesmo ano o Capital assina contrato com a gravadora Abril Music, e em setembro de 98 a banda vai para Nashville no Tennessee, EUA, onde gravam Atrás dos Olhos. Este disco é produzido por David Zá, que entre outros trabalhou com artistas como: Prince, Billy Idol e Fine Young Cannibals.

Desde então o Capital Inicial, colocou seu nome entre as maiores bandas de rock da história do Brasil com fãs de todas as gerações.

Integrantes

Dinho Ouro Preto
Flávio Lemos
Fê Lemos
Yves Passarel

Discografia

1986 – Capital Inicial
1987 – Independência
1988 – Você Não Precisa Entender
1989 – Todos os Lados
1991 – Eletricidade
1995 – Rua 47
1998 – Atrás dos Olhos
2002 – Rosas e Vinho Tinto
2004 – giGAntE!
2005 – MTV Especial: Aborto Elétrico
2007 – Eu Nunca Disse Adeus
2010 – Das Kapital

Skank



O Skank nasceu em 1991, em Belo Horizonte, a mesma cidade brasileira que deu ao mundo Milton Nascimento e Sepultura. Ao centro da harmonia de um e a energia de outro, o grupo começou movido pelo interesse em transportar o clima do dancehall jamaicano para a tradição pop brasileira. Lançou seu primeiro álbum de forma independente – mas o sucesso underground despertou o interesse da poderosa Sony Music que, com a banda, inaugurou no Brasil o selo Chaos. Seu segundo disco, de 1994, foi o trampolim para o estrelato: mais de 1 milhão de cópias de “Calango” e top-hits como “Jackie Tequila” e “Te Ver”. O álbum abriu as portas para uma nova geração de bandas brasileiras atentas às novidades do rock mundial e, ao mesmo tempo, curiosa com as raízes da tradição local.

O disco seguinte foi ainda mais longe (tanto em sua missão de fusão quanto em seu sucesso comercial): “O Samba Poconé” levou o grupo a se apresentar na França, Estados Unidos, Chile, Argentina, Suíça, Portugal, Espanha, Itália e Alemanha, em shows próprios ou em festivais ao lado de Echo & The Bunnymen, Black Sabbath e Rage Against The Machine. O single “Garota Nacional” foi um sucesso monstruoso no Brasil e liderou a parada espanhola (em sua versão original, em português) por inacreditáveis três meses – a canção foi o único exemplar da música brasileira e integrar a caixa “Soundtrack for a Century”, lançada para comemorar os 100 anos da Sony Music. Os discos da banda ganharam edições norte-americanas, italianas, japonesas, francesas e em diversos países ao redor do mundo.

Enquanto “O Samba Poconé” chegava a quase 2 milhões de cópias vendidas no Brasil, o Skank foi convidado a representar seu país no álbum “Allez! Ola! Olé!”, disco oficial da Copa do Mundo de Futebol de Allez, ola, olé, copa do mundo, música, show, shows, som sonzeira, álbuns siderados, maduro, maquinarama, colorido, lisérgico, 1998.Inquietos artisticamente, o quarteto não se acomodou com o êxito. Sua música passou a equalizar as origens eletrônicas com novas influências psicodélicas e acústicas – reveladas nos álbuns “Siderado” (mais introspectivo e maduro) e “Maquinarama” (mais colorido e lisérgico).

O sucesso não arrefeceu: vieram mais hits radiofônicos, como “Resposta”, “Saideira” e “Balada Do Amor InabaláVel” – esta com ecos de Sergio Mendes em climas cyberpunk. É a mesma versatilidade que permite ao grupo gravar ao lado de Andreas Kisser (Sepultura), Manu Chao, Uakti ou Jorge Ben Jor e arrancar elogios de Stewart Copeland por sua versão de “Wrapped Around Your Finger”, incluída no tributo latino ao Police, “Outlandos D’America”. Uma polivalência de quem não revela amarras senão com o pop perfeito e com a energia para levantar a multidão.– como mereceu registro no CD e DVD “Ao Vivo Ouro Preto”, que emplacou mais um sucesso top-one, “Acima Do Sol”, e passou de meio-milhão de compradores.

Os cinco primeiros meses de 2003 foram investidos na meticulosa preparação de “Cosmotron”, álbum que chegou às lojas merecendo rasgados elogios da imprensa: “sinais de evolução em Belo Horizonte”, “concentração sem sisudez nem passadismo”, “canções pop processadas em cuidadosos laboratórios”, “ratificando o Skank como o mais criativo grupo pop dos anos 90”. Enquanto o primeiro single, a balada psicodélica “Dois Rios”, ganhava as rádios do Brasil (e o prêmio de melhor videoclipe pop no Vídeo Music Brasil 2003), o grupo se lançava em mais um giro internacional, com passagens por Portugal, Inglaterra e Bélgica, além de uma histórica apresentação no palco principal do festival de Roskilde, na Dinamarca, ao lado de grupos como Blur e Cardigans. A nova turnê da banda (com cenário de Gringo Cardia a partir de telas de Beatriz Milhazes e confiantes oito novas canções no repertório) estreou em três noites de lotação esgotada no Canecão, Rio de Janeiro. De novo na estrada, o grupo vive o raro privilégio e o desafio que lhe impõem seus 12 anos de carreira, seus 5 milhões de discos vendidos e a fidelidade de seu público, que lhes ampara mesmo em seus vôos mais arriscados.

Fonte: Skank.com.br

Integrantes

Samuel Rosa
Henrique Portugal
Lelo Zaneti
Haroldo Ferreti

Discografia

1993 – Skank
1994 – Calango
1996 – O Samba Poconé
1998 – Siderado
2000 – Maquinarama
2003 – Cosmotron
2004 – Radiola
2006 – Carrossel
2008 – Beleza Pura: Nacional
2009 – Estandarte

www.sonzeira.com.br

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Aristóteles

384 a.C., Estagira, Macedônia
322 a.C., Cálcis, Grécia


Reprodução
Nasceu em Estagira, na península macedônica da Calcídica (por isso é também chamado de o Estagirita). Era filho de Nicômaco, amigo e médico pessoal do rei Amintas 2o, pai de Filipe e avô de Alexandre , o Grande.

Aos 16 ou 17 anos, Aristóteles mudou-se para Atenas, então o centro intelectual e artístico da Grécia, e estudou na Academia de Platão até a morte do mestre, no ano 347 a.C.

Depois disso, passou algum tempo em Assos, no litoral da Ásia Menor (atual Turquia), onde casou-se com Pítias, a sobrinha do tirano local. Sendo este assassinado, o filósofo fugiu para Mitilene, na ilha de Lesbos. Foi depois convidado para a Corte da Macedônia onde, durante três anos, exerceu o cargo de tutor de Alexandre, mais tarde "o Grande".

Em 355 a.C. voltou a Atenas e fundou uma escola próxima ao templo de Apolo Lício, de onde recebeu seu nome: Liceu. O caminho coberto ("peripatos") por onde costumava caminhar enquanto ensinava deu à escola um outro nome: Peripatética. A escola se tornaria a rival e ao mesmo tempo a verdadeira herdeira da Academia platônica.

Com a morte de Alexandre, em 323 a.C., o imenso império por ele erguido esfacelou-se. Em Atenas eclodiu um movimento que visava a restaurar a independência da cidade-Estado. Malvisto pelos atenienses por sua origem macedônica, foi acusado de "ateísmo" ou "impiedade". Para não ter o mesmo fim de Sócrates, condenado ao suicídio, exilou-se voluntariamente em Cálcida, na ilha da Eubéia, onde morreu um ano depois.

Aristóteles é considerado um dos mais fecundos pensadores de todos os tempos. Suas investigações filosóficas deram origem a diversas áreas do conhecimento. Entre outras, podem-se citar a biologia, a zoologia, a física, a história natural, a poética, a psicologia, sem falar em disciplinas propriamente filosóficas como a ética, a teoria política, a estética e a metafísica.

Cada uma dessas áreas é discutida minuciosamente pelo filósofo. Suas investigações, muitas vezes de caráter exploratório, não chegavam a conclusões definitivas. De modo geral, Aristóteles fazia uma lista das hipóteses já enunciadas sobre determinado assunto e demonstrava sua inconsistência para, a seguir, buscar respostas que preservassem o melhor das hipóteses analisadas.

As obras de Aristóteles que sobreviveram ao tempo foram obtidas a partir de anotações do próprio autor para suas aulas, de textos didáticos, de anotações dos discípulos, ou ainda de uma mistura de várias fontes. De suas obras destacam-se "Organon", dedicada à lógica formal; "Ética a Nicômaco" (cujo título indica o tema; Nicômaco era também o nome de seu filho); "Poética" e "Política".

Fonte: http://educacao.uol.com.br


Giuseppe Garibaldi


Giuseppe Garibaldi (1807-1882)

Giuseppe GaribaldiPolítico e militar revolucionário italiano nascido em Nice(4/7/1807), na época pertencente à Itália, em uma família de pescadores. Começa trabalhando como marinheiro e, entre 1833 e 1834, serve na Marinha do rei do Piemonte. Ali, sofre influências de Giuseppe Mazzini, líder do Risorgimento, movimento nacionalista de unificação da Itália, na época dividida em vários Estados absolutistas.

Em 1834 lidera uma conspiração em Gênova, com o apoio de Mazzini. Derrotado, é obrigado a exilar-se em Marselha (1834), de lá partiu para o Rio de Janeiro, chegando (1835) e, em 1836, para o Rio Grande do Sul, onde luta ao lado dos farroupilhas na Revolta dos Farrapos e se torna mestre em guerrilha.

Três anos depois, vai para Santa Catarina auxiliar os farroupilhas a conquistar Laguna. Lá conhece Ana Maria Ribeiro da Silva, conhecida como Anita Garibaldi, que deixa o marido para segui-lo.Anita destacou-se por sua bravura participando ao lado dele das campanhas no Brasil, no Uruguai e na Europa.

Dirigiu as defesas de Montevidéu (1841) contra as incursões de Oribe, ex-presidente da República, então a serviço de Rosas, o ditador da Argentina. Voltou à Itália (1847) e integrou-se às tropas do papa e do rei Carlos Alberto. Regressou à Itália (1848) para lutar pela independência de seu país contra os austríacos.

Derrotado, perseguido e preso, perdeu também a companheira Anita (1849), morta em batalha. Refugiou-se por cinco anos nos Estados Unidos e depois no Peru, até voltar à Europa (1854). Numa nova guerra contra a Áustria (1859), assumiu o posto de major-general e dirigiu a campanha que terminou com a anexação da Lombardia pelo Piemonte.

Comandou célebres camisas vermelhas (1860-1861) que utilizando táticas de guerrilha aprendidas na América do Sul, conquistou a Sicília e depois o reino de Nápoles, até então sob o domínio dos Bourbons. Conquistou ainda a Umbria e Marcas e no reino sulista das Duas Sicílias, porém renunciou aos territórios conquistados, cedendo-os ao rei de Piemonte, Vítor Emanuel II.

Liderou uma nova expedição contra as forças austríacas (1862) e depois dirigiu suas tropas contra os Estados Pontifícios, convencido de que Roma deveria ser a capital do recém-criado estado italiano. Na batalha de Aspromonte foi ferido e aprisionado, mas logo libertado. Participou depois da expedição para a anexação de Veneza. Em sua última campanha, lutou ao lado dos franceses (1870-1871), na guerra franco-prussiana.

Participou da batalha de Nuits-Saint-Georges e da libertação de Dijon. Por seus méritos militares foi eleito membro da Assembléia Nacional da França em Bordéus, mas voltou para a Itália elegeu-se deputado no Parlamento italiano em 1874 e recebe uma pensão vitalícia pelos serviços prestados à nação. Morre em Capri em 2 de junho de 1882.


Fonte: http://www.e-biografias.net

Anita Garibaldi

Anita Garibaldi



Anita Garibaldi (1821-1849)


Heroína brasileira, nasceu em Morrinhos, SC, então município de Laguna, em 30 de agosto de 1821, filha de Bento Ribeiro de Silva e Maria Antônia de Jesus Antunes. Faleceu na Itália no dia 4 de agosto de 1849. Embora os pais de Anita fossem pobres, deram-lhe excelente educação.

Casou-se em Laguna no ano de 1835 com Manuel Duarte de Aguiar. Quando surgiu a Revolução Farroupilha, deixou o seu marido e ligou-se a Giuseppe Garibaldi que a unira ao movimento.

Deu o seu primeiro tiro de canhão, na Batalha de Laguna. Devido a oposição dos pais, Garibaldi raptou-a, indo regularizar o casamento em 26 de março de 1842, no Uruguai. Tornou-se uma companheira destemida do esposo, participando em seus combates, lutou pela unificação e libertação de Itália.

Mais tarde viu-se sitiada pelas forças legalistas, conseguindo fugir. Nasceu o seu primeiro filho no dia 16 de setembro de 1840. Em 1847 Anita seguiu para a Itália levando seus três filhos. Reuniu-se a Garibaldi pouco depois em Nice.

Tomou parte dos combates de Roma; os amotinadores foram obrigados a se retirarem em barcos de pesca, os quais a maior parte caiu em poder dos Austríacos. Porém o que conduzia o casal encalhou numa praia. Anita e Giuseppe com alguns companheiros abrigaram-se numa propriedade rural nas proximidades de Ravena.

Anita teve o seu estado sensivelmente agravado pela febre tifóide, durante os combates em Roma, vindo a falecer antes de completar trinta anos de idade. Em sua memória ergueram vários monumentos no Brasil e na Itália. Seu nome de solteira: Ana Maria de Jesus Ribeiro.


Fonte: http://www.e-biografias.net

 
©2009 Templates e Acessórios por Elke di Barros